O pecado é um bacon


 Zilhões de pessoas no mundo devem adorar dar uma deliciosa mordida em um hambúrguer recheado de bacon, cheddar e outros ingredientes que te fazem cometer o pecado da gula só de olhar. Acredite, eu também sou uma dessas pessoas.
 Em 2017 tive dias ruins e descobri uma gastrite que me cortou os melhores prazeres da gastronomia por um bom tempo. Eu poderia comer tudo, segundo a doutora. Tudo o que não tivesse gosto.
Ele sabe exatamente seu ponto fraco e vai fazer de tudo para que você caia em suas ciladas
 Vamos combinar que nos três primeiros meses eu segui tudo a risca. Resultado disso foram os meus dezessete quilos perdidos. Mas depois dos meses, as dores passaram. No lugar delas uma sensação de confiança me tomou e eu decidi: vou comer um bacon.
 Quero parar aqui e fazer uma breve reflexão: o pecado é um bacon. Ele é delicioso, tem uma aparência melhor ainda e é aprovado por todos a sua volta. Seus amigos, conhecidos e possivelmente parentes comem e nada acontece com eles. Você fica com aquela sensação de "caramba, eu to perdendo um pratão".
 Assim como eu e minha gastrite, as pessoas que seguem a Jesus estão em um caminho de cura. Estão tendo suas vidas restauradas da dor e do sofrimento que o pecado causou. É normal acharmos que por estar a um bom tempo sem tropeçar é um bom momento para relaxar e se sentir a vontade. É aí que o bacon dá o bote.
 Com todas as artimanhas necessárias e possíveis o diabo tenta você. Ele sabe exatamente seu ponto fraco e vai fazer de tudo para que você caia em suas ciladas. Ele faz, faz, faz... até que você cai.
 Nos três primeiros minutos depois de comer o bacon, celebrei como quem acha ouro. Passado o êxtase, voltei a sentir dores e foi como se todo o tratamento tivesse sido jogado no lixo. Eu realmente havia estragado o trabalho de recuperação feito até ali. "Eu não devia ter relaxado e cedido a tentação". Nota alguma semelhança?
Eu não devia ter relaxado e cedido a tentação
 Uma das maiores armas usadas para balançar a nossa caminhada com Cristo é a tentação em um momento de relaxamento espiritual. Você acha que está bem o suficiente e deixa a palavra, o contato diário com Deus e a vigilância de lado. Isso nos deixa mais fracos e suscetíveis a erros. Confiar em nossa própria capacidade de controle é uma das piores decisões em um momento desses.
 E seus outros amigos,parentes e conhecidos? Porque nada acontece com eles? Pra quem não está seguindo um propósito de cura espiritual, o pecado não faz um mal imediato. Assim como qualquer alimento rico em gordura, o pecado vai se alojando dentro da pessoa e prejudicando uma parte de cada vez. Quanto mais você come, mais você sofre. Quanto mais você pratica, mais você morre. Esse mal pode não aparecer agora, mas com a frequência em que você comete o que é mal aos olhos de Deus, pode ter certeza que algo vai surgir. Toda ação tem uma consequência. Se não acontecer em vida, Deus se encarrega disso no juízo final.
 Apesar de todos esses pontos ruins, sempre existe a chance de cura! Restabelecer a caminhada com Deus é o melhor passo em direção a salvação da vida que uma pessoa pode dar. Como diz a propaganda, "se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado". No nosso caso temos o médico dos médicos (foi mal aê!).
 E se o pecado ainda insistir, nada melhor que trocar a caminhada por uma corrida. Umas calorias a menos nunca fazem mal,quem dirá em uma maratona pela vida eterna. Só vejo ganhos.

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